ESAS VENCE “FAÇA LÁ UM POEMA” – 3º CICLO


As ondas”, de Margarida Lopes, foi um dos três poemas vencedores da 11ª edição do concurso nacional “Faça Lá Um Poema”, promovido pelo Plano Nacional de Leitura.

Todos os participantes e promotores do concurso no AESAS (bibliotecas e grupo de Português) estão de parabéns. Foram mais de 70 poemas participantes no concurso do 3º ciclo e do ensino secundário. Depois de uma seleção criteriosa e muito participada, apresentamos à fase final os três melhores poemas de cada ciclo de ensino. Todos os poemas podem ser apreciados neste blogue de poesias.

A cerimónia de entrega dos prémios está agendada para o Dia Mundial da Poesia, no próximo dia 21 de março, no Centro Cultural de Belém, integrada no evento “Os poetas de Amália”.


Votação 2020





POEMAS SELECIONADOS


Poemas selecionados 2020


Bárbara Cunha

Ariana Liz

Carolina Francisco

Poemas a concurso 3º ciclo

Malvina Valente

(A)Mar
Silvinha

pepo

Pedro Antunes

Carla Félix

A saudade de ti
Maria Pianista

Alexcou

A vida é curta demais
Borboleta

As ondas
Bárbara Cunha

Céu estrelado
Lulu das meias altas

Começou lá no fundo
José Muralha Negra

Devia ter sido eu
António João

Diz-me algo
Lila Mar

Ela era tão tímida e tão frágil
Zé Alfredo

Era amor
Amos Spark

Eu amo viver assim
Flor

Fica comigo
Estrela

Alexcou

Labirinto
Beatriz Lírio

Lazer da minha vida
Meraki

Mar
Mariana da Silva

Não queres saber de mim
José Muralha Negra

Novo Ser
Julieta Barradas

Nunca é tarde
Sara Scofield

O amigo: um ser que a vida não explica
Carlota Magalhães

O fim de tudo
Meraki

O Mar
Ariana Liz

O Mar
Matheus Faustino

O Mar
Robin Sparkles

O Mar
- R. Ribeiro

O que se espera dele?
Lil Tecca

O sentido da vida
Margarida Soares

O tempo vem
José Muralha Negra

O Universo
AndyStorm

O Vidro
Ella

Pensar em viver
José Muralha Negra

Poema
Diogo Rui

Poemas, o que são?
João Feijão

Quando cá estavas
Salvador

Quando me vejo no espelho
Jane

Saudades do que não volta
DM

Ser
Cravo

Sonho de uma vida
Carolina Francisco

Só queria ter coragem
as Estrela

Tenho que escrever um poema
Flor de Maracujá

Ela era tão tímida e tão frágil



Ela era tão tímida e tão frágil

Extrovertida e tão ingénua

No meio de trinta estudantes

Encontrar o seu lugar não era fácil



Ela tinha aquele olhar inocente

Esperava apenas ser amada

Mas a vida era diferente

Tão frágil

Que todas as palavras acabam partidas


                                                                                    Zé Alfredo

Tenho que escrever um poema


Tenho que escrever um poema

Tenho que escrever um poema,
Mas para tal preciso de um tema.
Versos, estrofes e rimas
Pesquiso em obras-primas.

Isso sei eu fazer
Mas não posso só ler
Também tenho que escrever,
Para um “pouco” aprender.

Lá estou eu a divagar!
Acho que é melhor parar.
Voltando ao tema,
Vamos lá começar o poema.

Ou será acabar?


Flor de Maracujá

Sonho de uma vida


Sonho de uma vida


Na escada da vida
cada degrau é um dia
continuo a andar
O tempo nunca vai parar      

Há dias que acordo
Cheia de ideias e recordo
Todos os sonhos e emoções
Planos, projetos e intenções

Serei aquilo que quero ser,
Porque possuo apenas uma vida
Se não lutar pelo meu quere
Não terei qualquer saída

Seguir a jornada
Desta vida em ação
Nada me para, não!
Nem a porta fechada

Esforçar-me por sempre sorrir
Apesar de tudo, apesar da tristeza   
Para a vida construir!
Haverá alegria de certeza!

Sorrir quando tudo terminar
Quando nada mais restar
O meu sonho encantador
Carolina FranciscoElimina qualquer dor.

(A)Mar


(A)Mar

Eu ainda sou muito novo para amar
Mas uma coisa que eu realmente amo é o mar.

O mar é minha eterna paixão poema
Uma coisa que levo no meu coração.


Silvinha

Saudades do que não volta

Saudades do que não volta

Não consigo explicar a sensação de vazio
Tudo o que me restou foram as incertezas de um coração partido
Mas não me privo de nenhuma dor
Quero passar por todas as tristezas
Quero sentir a raiva, a falta, o arrependimento
E a angústias de um ser perdido em braços desconhecidos

A saudade é algo que mata
É difícil de aceitar,
Mas as saudades não trazem ninguém de volta

Eu fui deixando levar-me
Mesmo com todas as placas de perigo e avisos
Eu ignorei tudo para agarrar o nada

A dor é algo ardente
Ainda mais que todo o álcool que cura as feridas
Doi perceber que acreditamos em algo que não existe
Não adianta
Por mais que façamos
Por mais que soframos
Os olhos ardem de saudade do que não podemos ter
Porque o que a vida leva a saudade não traz





DM

Quando cá estavas


Quando cá estavas

Não conseguia olhar

Tal como anjo

Tua pele e meu chorar



Flutuas, és pena

Por este mundo cruel

Desejo, ambiciono

Mas provo ser infiel



À tarde, à noite 

Teus gritos, a sussurrar 

Para tua chama acesa

Eu fui-me queimar


                                                                                                                        Salvador

O Mar


O Mar

Azul e sereno
E como todos sabemos
Muito pleno

Salgado e acolhedor
Temos um belo espaço
Com muito amor


Robin Sparkles


O Mar


Neste dia de poesia

Aproveito para falar

Como as pessoas

Poluem o mar.



O ser humano não pensa

Nos animais a sofrer

E deitam lixo para as águas

Sem sequer se aperceber.



Nosso bem mais precioso

É o imenso mar

Por isso, mãos-à-obra,

Vamos preservar!


- R. Ribeiro

Quando me vejo no espelho


Quando me vejo no espelho
Gosto do que eu vejo
Mais bonita, mais perfeita
Eu mudei completamente

Tudo aconteceu do nada
Não deu para controlar
Eu não tenho um plano
Vou ter que improvisar

Quanto mais nos iludimos
Maior e a decepção
devemos estar sempre preparados
Para o que acontecer

Quando me vejo no espelho
Gosto de que vejo
Mais decidida, mais independente
Eu mudei completamente

Quando algo correr mal
Luta  e segue em frente
Nunca deixes que o medo
Seja o teu maior inimigo 

Poema



Poema

Difícil é escrever

Mais ainda me expressar

Mas quando olho para ti

Difícil é não te amar


Diogo Rui 

Nunca é tarde



Nunca é tarde

Para recomeçar

Pior do que errar

É não querer mudar


Sara Scofield

O Vidro


O Vidro


O vidro é como os sentimentos

Do ser humano,

Parte-se facilmente.

Quando é uma situação leve

Fica uma rachadela permanente.

Mas quando é sério,

Parte-se em bocados e aí,

Não há volta a dar.

Mesmo tentando os pedaços colar.

Há sempre uma parte que falta,

Igual não ficará.

Mas, ambos sabemos,

O vidro, quando partido,

Pode ser substituído.

Porém, os sentimentos não.

Os sentimentos são adquiridos,

Absorvidos na pele.

Danificam o ser,

E o que resta dele.

Ella

O Universo


O Universo


A lua é um pedaço de mim,

Que como eu, veio de um sítio sem fim,

De um lugar vasto, mas desconhecido,

Onde é fácil ficar perdido.



O universo é perigoso.

Porque não sabemos o que terá para além

Do nosso conhecimento receoso.

Pensamos só no que nos convém.



O universo é infinito.

Embora seja apenas um espírito,

Pois ele existe, mas não o vemos.

Fazendo-nos pensar no mundo em que vivemos.



O universo que nos criou,

Mais tarde nos abandonou.

Legou-nos o mundo para vivermos,

E com os erros aprendermos.




AndyStorm

O sentido da vida


O sentido da vida

A vida é uma oportunidade,
Um jogo sem vencedor nem vencido,
Um desafio e um combate
Às vezes, é preciso um ombro amigo.

É não baixar a cabeça,
É também saber perdoar
Fazer o bem sem esperar nada em troca
Assim, se aprende a amar.

É não desistir perante uma dificuldade,
Afinal ninguém é feliz sem lutar
Por isso não podemos perder a esperança,
Pois não há vitória sem a conquistar.

Mas é preciso tempo para aprender,
É preciso errar e sentir dor,
Mas valorizar o amor acima de tudo,
Em vez do ódio e do rancor.

A vida é uma caminhada
E temos de a saber aproveitar
Sem perder oportunidades únicas,
São essas que nos vão marcar.

Margarida Soares

O Mar


O Mar


Navegam barcos de papel

No mar azul profundo

Seguem no seu corcel

Viajam por tudo o mundo



As ondas desfeitas na areia

Já não contam os seus segredos

Até mesmo a maré cheia

Se calou devido aos medos



Água salgada e cristalina

Que saudade sem fim

Que emoção divina

Tu despertas em mim!


                                                                                                                                             Ariana Liz

O fim de Tudo


O fim de Tudo


Dou um passo,
Até ao mar defronte.
Quão profundo é?

Observo as ondas
Que beijam suavemente a areia.
Poderia eu sentir
Essas carícias na pele?

O rastro de pegadas,
Sopradas pelo vento sussurrante
Desvanecem pausadamente.

Adentrei o meu corpo na água
Água fria; água gelada.

E com um último suspiro,
Não mais dor; não mais mágoa.

Somente paz,
E água salgada.

Meraki